"As fotos aqui postadas fazem parte do álbum de família, todas elas foram tiradas por algum de nós"

22 de set. de 2011

Indecisões

Quantos caminhos percorridos,


nas idas e vindas da vida.


Quantos desejos frustrados....


Quantos sonhos perdidos.


Quantas aventuras vividas,


Quantas lutas vencidas.



Quantas lágrimas derramadas


Quantos risos, gargalhadas...


Quantas feridas abertas,


Quantas cicatrizes deixadas...



Mas o momento é de mudança!


Do pensar e do fazer


Do querer e do dever,


do ficar ou do partir...



A estrada inda longa pela frente


Não da pra ficar parada


A lucidez me vem à mente


me pondo pra pensar.



Pra onde eu quero ir?


O que devo mesmo fazer?


Será o caminho certo?


É hora de decidir.

Nessa hora tão difícil


Não da pra ouvir a voz do coração

O melhor é se calar


E chamar a voz da razão.

14 de mar. de 2011

Um brinde à vida!




O telejornal noticia a todo o momento cenas da tragédia no Japão. Cenas marcantes da destruição, carros e navios sendo arrastados como se fossem brinquedinhos ao vento. Milhares de pessoas mortas ou desaparecidas nas gigantescas ondas que assolaram a cidade e ainda a ameaça de uma contaminação por gás. Sofia, sentada no sofá de sua sala confortável assiste a TV atenta ao noticiário, mas nem imagina como seria um terremoto na sua cidade. Assiste a tudo com a sensação de que são apenas notícias de TV. Faz um comentário e outro sem entender bem o que acontece. Vira as costas para a televisão e continua seus afazeres diários, depois de um dia cansativo de trabalho com seus pacientes. “Cada um com seus problemas”, exclama!

Aos poucos vai chegando a prole. O marido cansado do dia de reuniões a que se submeteu. O filho revoltado pela prova inesperada que o professor aplicara. A filha indignada com o chefe que cobrara o projeto que ela não teria acabado, enfim... Um dia normal na família Amondrade.

Sofia corre para arrumar a mesa do jantar, distribui os pratos à mesa e chama a todos. Cada um vai ocupando seu lugar e chega a hora do tão inesperado momento de reflexão. Cada um deles deve agradecer o que de bom aconteceu no seu dia, e, é neste momento que Sofia ergue um copo com água e quer fazer um brinde. “Um brinde a vida”, diz ela. Inconscientemente ela brinda algo que não dera o devido valor, até ver todas aquelas noticias no jornal. “Um brinde a vida”, repete ela. “Façamos isto enquanto podemos fazê-lo” finaliza Sofia com lágrimas nos olhos.



25 de fev. de 2011

A Great Day For Freedom

Pink Floyd
On the day the wall came down
They threw the locks onto the ground
And with glasses high we raised a cry for freedom had arrived
On the day the wall came down
The Ship of Fools had finally run aground
Promises lit up the night like paper doves in flight
I dreamed you had left my side
No warmth, not even pride remained
And even though you needed me
It was clear that I could not do a thing for you
Now life devalues day by day
As friends and neighbours turn away
And there's a change that, even with regret, cannot be undone
 Now frontiers shift like desert sands
While nations wash their bloodied hands
Of loyalty, of history, in shades of gray
 I woke to the sound of drums
The music played, the morning sun streamed in
I turned and I looked at you
And all but the bitted residue slipped away...
slipped away


Um Grande Dia Para A Liberdade
No dia em que o muro veio abaixo
Eles jogaram as armas ao chão
E com as taças ao alto
Nós gritamos porque a liberdade chegara
No dia em que o muro veio abaixo
A Nau dos Insensatos* finalmente atracara
Promessas incendiaram a noite
Como andorinhas de papel em vôo
Eu sonhei que você me deixara
Sem calor, nem mesmo o orgulho sobrou
E mesmo que você precisasse de mim
Era claro que eu não poderia fazer nada por você
Agora a vida tem, a cada dia, menos valor
Conforme amigos e vizinhos partem
E há uma mudança, que mesmo com desculpas
Não pode ser desfeita
Agora fronteiras mudam como areias dos desertos
Enquanto nações lavam suas mãos ensangüentadas
De lealdade, de história, em tons de cinza
Eu acordei aos sons de tambores
A música tocava
O sol da manhã entrava
Eu me virei e olhei para você
E tudo, menos o resíduo amargo fugia...

24 de fev. de 2011

















Entre serras, nevoeiros, campos e montanhas..........
Um lindo passeio na serra de Santa Catarina, minha terra natal.
A natureza cria algumas maravilhas!
Estrelícia, também conhecida como ave-do-paraíso, por seu formato nos fazer lembrar uma vivaz e colorida ave, é uma herbácea que pode chegar a um metro e meio de altura, capaz de produzir flores, 5 a 8 ao mesmo tempo por muda, durante todo o ano, desde que cultivada sob luz solar intensa.


Esta planta, no seu conjunto, produz um efeito exótico,
muito elegante e extremamente belo.
http://jardineiro.webnode.com/

Vaidade Feminina

Joana volta cansada todos os dias do trabalho, mas mesmo assim sabe que o dia ainda não terminou para ela. Chega em casa e tem de preocupar-se com as roupas no cesto a serem lavadas, com as compras do mercado, com o jantar da família, pois dali há pouco chegam todos famintos e cansados.
Ela começa a planejar e a fazer suas tarefas. No mercado pensa, não apenas no jantar, mas também no almoço do outro dia, nos lanches dos filhos, no que eles gostam de comer, nas frutas que não podem faltar na dieta da filhota, na comida preferida do maridinho...
Em pouco tempo está com tudo pronto a esperar pelos seus. Pensa na reação de cada um quando virem que ela pensou nos mínimos detalhes para que todos ficassem satisfeitos. Imagina seus rostos quando agradecerem pelo afeto dispensado no preparo das refeições, pelas roupas lavadas e arrumadas no roupeiro. Pensa em quanto eles estarão felizes podendo chegar em casa e ver tudo pronto a espera deles.
Joana toma um banho apressada para que não percebam o quanto suou para cumprir sua segunda jornada a tempo.
Sentada no sofá, olhando pela janela do apartamento, sente vibrar seu coração quando chegam seus queridos. Abre a porta com um enorme sorriso nos lábios, espera um beijo do esposo, dos filhos....e nada. Eles passam por ela dizendo um breve "oi". Mas não desanima, vai atrás de cada um, tentando auxiliar com as pastas, bolsas, casacos, mas eles jogam seus pertences em qualquer lugar, nem percebem a casa arrumada e o cheiro do tempero que exala da cozinha.
Ela prepara o prato de cada um deles, do jeito que cada um gosta. Para um o feijão vai antes do arroz e sem caldo, para outro vai em cima do arroz e só o caldinho. Termina o jantar e cada um sai da mesa, um vai para seu quarto, pois o dia fora cansativo demais e precisa descansar, o outro vai ver o computador, afinal alguém poderia ter deixado um recado importante neste meio tempo. Joana retira as louças da mesa, lava a louça e deixa tudo preparado para o dia seguinte, pois todos saem cedo de casa para trabalhar.
Quando todos se preparam para o devido descanso, dizem um breve “boa noite mãe” ou “boa noite querida” e vão dormir. Joana senta-se no sofá novamente e pensa....acende um cigarro, ergue seus pés cansados e relaxa um pouco, mas aquela alegria de antes já não está presente. Ela não sabe o porquê, mas de repente sente-se tão triste.