"As fotos aqui postadas fazem parte do álbum de família, todas elas foram tiradas por algum de nós"

18 de mai. de 2010

Um conto nada de fadas...


Maria de Fátima, uma garotinha triste do interior, mas com muita vontade de ser feliz. Menina meiga de olhos verdes, acostumada aos afazeres domésticos desde pequenina, pois crescera sem mãe e aos cuidados da “vódrasta” que a escravizava. Ela tinha dois irmãos, um menino menor que não podia ajudar muito e uma irmã mais velha que fora morar em outro lugar, com “gente melhor” do que aquela “bruxa veia”, como os três costumavam chamá-la. Seu pai e sua “nova” mãe os deixaram para fazer uma curta viagem, mas parece que os esqueceram por lá, nunca voltaram.

Aquela menina, agora moça, sonhava com uma festa de quinze anos, uma daquelas de princesas com príncipe encantado e tudo. Quando lia os contos de fadas ela sempre se imaginava vivendo a história, até o momento que a avó a chamava à realidade. “Está na hora de acender o fogo do fogão, você ainda não fez o café? Cadê meus chinelos? Você não presta para nada mesmo”, era só o que ela ouvia o tempo todo. Apenas os momentos em que ia para a escola é que ela tinha um pouco de sossego. Mas tinha que voltar.

Passaram-se alguns meses e nada da festa sonhada. Maria de Fátima então tomou uma decisão: arrumaria uma trouxa com as poucas peças de roupas que tinha e o único par de sapatos e iria embora. Pra onde? Não sabia. Procuraria por alguns trocados para comprar a passagem, sabia que a avó escondia alguns, em algum lugar. Elas moravam defronte a rodoviária da cidade, então seria fácil pegar um ônibus, era só esperar por uma saída da “bruxa veia”.

Certo dia ela tomou coragem! É hoje! Disse ela.

A avó fora à missa, num sábado à tarde. Maria então arrumou a trouxa de roupas, achou alguns cruzeiros, atravessou a rua e foi comprar a passagem. Lembrara dias antes de uns parentes que moravam no município vizinho e que certamente fariam uma festa para ela. Foi para este lugar que ela comprou o bilhete para sua tão sonhada liberdade.

A menina entrou no ônibus, tomando o cuidado para não ser vista por algum conhecido, porque o chato numa cidade pequena é que todos se conhecem. Então cobriu a cabeça com um blusão e seguiu viagem. Foi um alívio para ela quando o ônibus partiu.

Maria de Fátima seguia viagem pensando na maravilha que seria sua vida longe daquele lugar e daquela velha. Imaginava a festa de quinze anos, que com certeza, os tios fariam para ela. As roupas novas, os inúmeros sapatos que teria, enfim, na vida nova que desfrutaria e que seria muito feliz. Em alguns momentos ela chegava a rir sozinha.

A viagem levaria em torno de uma hora e meia até chegar ao seu destino. De repente o ônibus para, entra uma senhora enlouquecida a procura da fujona. Maria fora descoberta. Voltou de taxi com a “bruxa veia” e perdeu para sempre o sonho de ser cinderela.

10 de mai. de 2010

Dia das Mães


Levantei-me como de costume, me vesti e tomei meu café. Nada de anormal até eu lembrar que era dia das mães. Um sentimento de plenitude invadiu minha alma. Minha mente voltou no tempo, pelo menos há vinte e três anos atrás, quando pela primeira vez fui mãe. A maternidade torna a mulher completa, realizada...

Lembrei depois da segunda vez de mãe, um pouco mais experiente. Vivi muitos momentos felizes e tantos outros de preocupações, mas todos valeram a pena. Como é maravilhoso saber que geramos uma vida dentro de nós. Quanta felicidade em saber que somos responsáveis pela existência de um ser e que a partir do momento de seu nascimento estaremos ligadas eternamente a ele.

Lembrei do tempo em que os pequenos estavam na escola e traziam cartões e presentes feitos por eles, dos cochichos com o pai combinando o que comprar.

Lembrei das surpresas. Ah! Que surpresas! Quando traziam flores escondidas com as mãos para trás, ou o café da manhã na cama, dos pulos combinados pra cima de mim, ou também quando eu era chamada na escola porque um dos dois estava com alguma dor, ou ainda, porque um deles brigara com um colega. Quantas surpresas! Doces surpresas! Nem sempre.

Nunca me preocupei muito com presentes, aqueles comprados apenas porque as propagandas incitavam o consumo. Os presentes que me satisfaziam eram os que eles mesmos faziam, demonstrando o carinho e o cuidado comigo: um bolo, um almoço, as primeiras letras esboçadas num pedaço de papel dizendo “Mãe eu ti amu”. Estes me levavam às lágrimas.

Mas hoje foi diferente! Me emocionei muito com um presente comprado. Essas lindas flores que com orgulho minha filha me deu, comprado com seu próprio dinheirinho, fruto do seu salário de estagiária.

O tempo passa!

Maio/2010
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6 de mai. de 2010

Sob o céu de Porto Alegre

Num dia lindo de sol eu caminhei

Viajei em pensamento

A brisa soprou no meu rosto

Eu li um livro bom

Tomei um bom chimarrão

Vi os barcos partirem

E também atracarem

Vi pais e filhos passeando

Passarinhos fazendo seus ninhos

Crianças correndo nos parques

Namorei, beijei, brinquei, sorri...

Fui muito feliz nesse dia

Sob o céu de Porto Alegre!

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Um turbilhão de emoções


AMAR É:

Ser feliz com pouco
Sofrer com a distância
Perder o sono de preocupação
Dormir demais sem estar cansado
Falta de apetite
Comer muito só de ansiedade
Sentir uma paz imensa
Emocionar-se com uma palavra
Gritar de alegria
Silenciar em alguns momentos
Valorizar coisas comuns
Explorar as emoções
Palpitações na chegada
Tristeza na partida
Cair na gargalhada ou
Chorar sem motivo
Achar tudo mais fácil
Cantar, dançar, pular.....

AMAR É:
Um turbilhão de emoções!
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5 de mai. de 2010

                     O que é Amor?

É só olhar, depois sorrir, depois gostar.

Você olhou, sorriu, me fez gostar.


Quis conquistar meu coração,

mas foi tão grande a emoção

 quando de sua boca ouvi dizer:

Quero você!

Quis te beijar, te abraçar, mas tudo falhou....


Então você me segurou e me beijou.

Agora eu sei o que é amor.

É só olhar,

Depois sorrir,

Depois gostar...
(Outubro/89)
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Ei Você!

Não fique aí parado a reclamar:

- por não ser rico, enquanto tantos esnobam dinheiro, viajando pelo mundo, comprando roupas e jóias caras;

- por andar a pé, enquanto tantos tem mais um carro guardado na garagem;

- por ter uma casinha velha para morar, enquanto tantos tem mansões ou casas extravagantes;

- por ter perdido o pai ou a mãe, enquanto tantos por aí passeiam com suas famílias felizes;

PARE DE RECLAMAR E PARE PARA PENSAR...

-Pense que você não é rico, mas também não te falta o que comer, quando há tantos  morrendo de fome;

- Pense que você não tem um carro, mas tem duas pernas para andar, quando há tantos em cadeiras de rodas;

- Pense que você não tem uma mansão para morar, mas tem um teto onde se abrigar, quando há tantos morrendo de frio nas ruas;

- Pense que se você não tem um pai ou perdeu a mãe,  lembre das tantas crianças abandonadas, sem ninguém;

Por isso pare de reclamar, pois há muita gente que gostaria de agora estar no seu lugar, com tudo isso que você acha pouco.
(este texto é de 1988)
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4 de mai. de 2010

"Uma neblina pode atrapalhar o caminho,
mas não impede a passagem."

Serra do Rio do Rastro em SC
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      Só! Estou só, com uma angústia louca.

        Olhos tristes e cansados de chorar. Quero a

          Liberdade e o direito de amar alguém e  alguns

            Instantes de magia e felicidade também...

             Dói a falta que você me faz, sua

               Ausência me apavora. Vem amor, como

                  Outrora, me fazer sorrir.
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3 de mai. de 2010

             Um momento de reflexão


Quando paro para pensar em tudo o que acontece ao meu redor começo a sentir-me frágil e incapaz. Imobilizada, parecendo engessada diante de tanta miséria, tanta tragédia pelo mundo a fora.

A TV, a internet, o rádio, o jornal, todos noticiam a fúria da natureza através de deslizamentos, enchentes, terremotos, furacões. A natureza responde pelos maus tratos, pelo mau uso do homem. A natureza não se vinga, ela reage!

A maldade entre as pessoas cada vez mais, pais matando filhos, filhos matando pais, jovens se matando seja com drogas, seja no trânsito. Falta amor, solidariedade, piedade...

E eu? Eu aqui no meu cantinho, fazendo o esforço pra viver em paz. Fico triste, choro, e daí? Isso basta! Resolve alguma coisa? Não!

Como viver em paz vendo e ouvindo tudo isso?

Sinto que preciso agir. Fazer algo para ajudar a melhorar o mundo, pelo menos o mundo ao meu redor.

Sei que não conseguirei resolver o problema do mundo, mas se eu auxiliar uma pessoa que seja já estarei fazendo a minha parte.
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                                      Indecifrável


Sentada na poltrona da minha sala, fazendo não sei bem o quê, quando entra, como um furacão, um menino loirinho, olhos azuis e começou a me puxar pelas calças. Balbuciando palavras que só ele sabia o significado.

Estupefata, apontei para várias coisas e objetos, tentando adivinhar o que ele queria. Foram várias tentativas inúteis para tentar desvendar aquelas sílabas pronunciadas por um menino desconhecido, que adentrara em minha casa, a procura de algo que eu não conseguia entender.

De repente, entra bruscamente pela mesma porta, uma mulher desesperada em busca de seu filho. Ela o pega pela mão, pede-me desculpas e sai repreendendo o garoto.

Nessa hora o despertador disparou me dizendo que estava na hora de levantar.
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